sexta-feira, 15 de agosto de 2008

NIVER...MADONNA



Nome completo:Madonna Louise Veronica Ciccone Ritchie
Data de nascimento:16 de agosto de 1958 (49 anos)
Apelido:Maddy, Madge, Material Girl
País: Estados Unidos
Gênero(s):Pop, rock, dance, eletrônica,hip hop
Instrumentos: Voz,Violão,Guitarra.
Período em atividade:Desde1982.

Madonna Louise Veronica Ciccone Ritchie (Bay City, Michigan, 16 de agosto de 1958), conhecida simplesmente como Madonna, é uma cantora, compositora, dançarina, produtora musical e cinematográfica, atriz e escritora estadunidense. Vencedora de oito Prêmios Grammy, e de um Globo de Ouro e dois Oscar. Em 11 de Março de 2008 Madonna, entrou para Hall da Fama do Rock and Roll título americano cedido aos artistas que fazem história e tem grande importância e influência no mundo da música por no mínimo 25 anos. Madonna adquiriu muitos Prêmios ao Longo de sua Carreira e este soma um pouco mais de 120 Prêmios, sendo uma das cantoras mais premiadas no mundo da música, segundo a Agência FamaPress. Madonna é mais conhecida pelas polêmicas que causa ao misturar temas políticos, sexuais e religiosos à sua obra.
Desde o início de sua carreira em 1982, Madonna tem lançado vários discos e singles e vendeu mais de 207 milhões de álbuns e 120 milhões de singles no mundo inteiro, tornando-se a cantora feminina que mais vendeu na história da música mundial. Em 2006, a Billboard divulgou que a sua turnê de 2006, Confessions Tour, é a segunda turnê feminina que mais arrecadou na história. De acordo com o Guinness Book of Records e com a Revista Forbes, ela é a cantora mais rica do mundo com uma fortuna estimada em US$ 850 milhões de dólares, e o Guinness Book of Records, listou Madonna como a Artista Feminina mais Bem Sucedida de Todos os Tempos.
Madonna é chamada constantemente por "Material Girl" e "Rainha do Pop", devido às suas vendas notórias e sua influência inigualável na história da música.














Recordes
Artista musical feminina mais bem sucedida de todos os tempos:Com vendas estimadas em mais de 207 milhões.
Cantora mais bem paga do mundo: Madonna entrou para o Guinness em 2004 como a cantora mais bem paga do mundo recebendo US$ 80 milhões de Euros, quebrando o recorde de Britney Spears.
Cantora mais rica de todos os tempos: Madonna é a cantora mais rica de todos os tempos com uma fortuna avaliada em US$ 400 milhões de dólares.
Segunda turnê mais lucrativa por uma artista feminina: A Turnê Confessions Tour faturou US$ 193,7 milhões com um público de 1,2 milhões de pessoas, o que representa aproximadamente US$ 3,2 milhões por show.
Coletânea mais vendida da história: The Imaculte Colection é a coletânea mais vendida da história, vendendo mais de 30 milhões de cópias.
Mais listas em primeiro lugar: O álbum Confessions on a Dance Floor ficou em primeiro lugar em 41 países e o single Hung Up bateu o recorde ficando em primeiro lugar em 47 países, quebrando o recorde dos Beattles.
Maior audiência de Show pela internet: O Show, na Brixton Academy, foi transmido ao vivo pela internet, e foi visto por nove milhões e meio de pessoas, quebrando o recorde de Paul McCartney.
Filme-documentário mais visto da história: O filme-documentário “Truth Or Dare: In The Bed With Madonna”, as bilheterias superaram $35 milhões de dólares em todo mundo fazendo desse o documentário mais visto da história de Hollywood.
Clipe mais caro por uma artista feminina: Em 1995 o vídeo “Bedtime Story” custou o clipe mais caro da história por uma artista feminina, 2 milhões de dólares.
Roupas que mais venderam em uma semana: A Linha de Roupas "M" by Madonna bateu recorde de vendas, 15 Milhões na primeira semana de Lançamento.
Arstista com mais canções Top 10: Madonna é a artista com mais Top 10 da história da Billboard somando 37, também é a única artista feminina a ter 51 canções Top 40.
Artista com mais canções em segundo lugar: Madonna é a artista com mais canções em segundo lugar da história da Billboard, dividindo o recorde com Elvis Presley.
Artista de maior sucesso no mundo desde 1999: Madonna é a artista feminina de maior sucesso no mundo desde de 1999 em quesito de venda e audiência de singles.
Artista com mais canções em primeiro lugar: Madonna é artista com mais canções em primeiro lugar da história da United World Chart somando 13.
Artista com mais canções Top 10: Madonna é artista com mais canções Top 10 da história da United World Chart somando 23.
Artista com mais semanas em primeiro lugar: Madonna é a artista com posições em primeiro lugar somandos 80 semanas com seus 13 singles número um.
Artista com mais singles em segundo lugar: Madonna é a artista com mais canções em segundo lugar na United World Chart somando 4, recorde dividido com Mariah Carey.
Artista com mais semanas consecutivas em primeiro lugar: Madonna é a artista com mais semanas consecutivas em primeiro lugar na United World Chart com Hung Up sucedido de Sorry somando 22 semanas.
Cantora que mais vendeu singles: Madonna é a cantora que mais vendeu singles em toda história da música totalizando 120 milhões.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Rancho de Amor à Ilha

Rancho de Amor à Ilha
by
Zininho


Um pedacinho de terra
Perdido no mar!...
Num pedacinho de terra,
Belezas sem par!...
Jamais a natureza
Reuniu tanta beleza
Jamais algum poeta
Teve tanto, pra cantar!...
Num pedacinho de terra
Belezas sem par!
Ilha da moça faceira
Da velha rendeira tradicional
Ilha da velha figueira
Onde em tarde fagueira
Vou ler meu jornal
Tua lagoa formosa
Ternura de rosa
Poema ao luar
Cristal onde a lua vaidosa
Sestrosa, dengosa
Vem se espelhar.

Bate Papo(...)


"Dentro do oco da cabeça"

- Por quê estes quadros tortos me chamam tanto a atenção?
- Talvez só porque estejam tortos.
- Eu não consigo me prender ao conteúdo, só ao fato de estarem tortos.
- Se não estivessem talvez nem os visse.
- Será que eu só reparo no que está como não deveria?
- Ou só na forma?
- Não, na forma não. Não é a forma.
- Preferia que não houvessem surpresas?
- Preferia. Não preferia. Não sei. As surpresas às vezes me cansam.
- Mas sem elas tudo é tão monótono.
- Só queria surpresas boas, eu acho.
- Impossível. A última sempre vai ser ruim.
- A última sempre vai ser ruim.
- Esquece, olha os quadros.
- Estão tortos.
by 'Nelson Gesualdi'

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O Mundo de Sofia


O jardim do Éden

"Sofia era uma menina de quase quinze anos que morava com sua mãe pois o trabalho de seu pai o deixava ausente boa parte do tempo.
Certo dia, quando vinha da escola, encontrou dois pequenos envelopes brancos, não simultaneamente. Em cada um havia uma indagação e elas levaram Sofia a refletir sobre a vida e a origem do mundo. Também recebeu um cartão-postal que deveria ser entregue a uma pessoa que ela nem conhecia e cujo nome era Hilde.
Sofia recorreu a um esconderijo no jardim de sua casa para pensar e refletir sobre as perguntas. Para ela, ele representava um mundo à parte, um paraíso particular, como o jardim do Éden mencionado na Bíblia."(...)

Inicio hoje a leitura desse livro.



Vou ... mais ja volto...


Amigos estou apenas adiando um pouquinho as atualizações.

Mais é só o tempo de eu chegar em casa...

Isso é para a senhorita Franzoka não reclamar(...) kkkk

Bjokas

(...)

Em época de Eleição...

-O seu nome não está na lista de votação da nossa seção.
Você não tem aí um dos antigos comprovantes de votação?
Podemos ver sua seção nele.
- Não tenho. Eu não votei ainda.
- Bem, você já tirou o título, né?
- Não. Na televisão disse que eu poderia votar sem o título, só com a identidade. ...
(...)

- Nossa, essa seção eleitoral diminuiu muito.
Só tem trinta e quatro nomes aqui, e o meu não está entre eles.
- Esta é a lista de alunos da turma que funciona nesta sala,
mas só quando não há eleição. Para seu nome aparecer aí,
só se matriculando segunda-feira na quinta série. ...
(...)

- Eu apertei confirma e apareceu FIM escrito aqui. Acabou? ...
(...)

- pi, pi, tlilililili. pi, pi, pi, pi, pi, pi
- Oiê, já acabou. Não apareceu FIM aí?
- Ah, apareceu, mas eu queria votar de novo. ...
(...)

- Vê aí, Will Wilson.
- Ahn?
- Will Wilson.
- É, minha filha, meu pai era gago. ...
(...)

- Tem aí a lista com o número dos candidatos?
- Tem sim, tá ali ao lado da porta, com o número dos dois candidatos.
- Agora são só dois, é?

by 'Nelson Gesualdi'

sábado, 9 de agosto de 2008


Apenas uma Garotinha: a História de Cássia Eller
ANA CLAUDIA LANDI & EDUARDO BELO


Agradecimento Este livro começou a nascer em setembro de 2003, diante da constatação de que a morte de Cássia Eller havia deixado uma lacuna importante na música brasileira. Admiradores da cantora, os autores já vinham discutindo, desde o início daquele ano, um projeto que mostrasse ao público a personalidade cativante por trás da grande artista. O curto tempo decorrido desde a morte da cantora era um problema. Os autores sabiam que seria necessário empreender uma negociação longa, delicada e paciente, em virtude do abalo que família e amigos de Cássia ainda sentiam. Re.exo disso, muitos parentes, amigos e pro.ssionais da banda de Cássia não concordaram em dar entrevistas. Os autores entendem e respeitam tal decisão. No começo, os dois jornalistas também sentiam um certo desconforto ao pro curar as fontes. Foi necessário quase um ano para que Maria Eugênia autorizasse a publicação e concordasse em nos receber, com o compromisso de que a privacidade de Francisco, o .lho de Cássia, fosse mantida. Depois de cerca de um ano e meio de pesquisas, uma série de viagens e telefonemas para várias cidades do país, com mais de cinqüenta entrevistas, dois jornalistas que não tiveram a felicidade de conhecer Cássia pessoalmente encontraram nela uma .gura incrivelmente doce e frágil, diferente da imagem forte e avassaladora dos palcos, mas que trazia na vida pessoal pelo menos uma das marcas da artista: era amada por todos os que cruzaram seu caminho. Uma pessoa comum muito incomum. Diante dessa descoberta, os autores preferiram tentar apresentar um per.l de Cássia Eller e o clima em que ela viveu desde a infância, abrindo mão do excesso de detalhes.



Primeiro Capítulo:

Futebol e violão




Cássia Eller veio ao mundo na tarde quente e abafada de 10 de dezembro de 1962. Os termômetros do Rio de Janeiro marcavam 32 graus, mas a falta de vento tornava a sensação de calor ainda mais sufocante. A cidade fervia feito panela de pressão quando Nanci, sentindo contrações, alertou o marido que havia chegado a hora. A equipe médica do Hospital Militar de Campo Grande, na avenida Duque de Caxias, teve perspicácia. Numa época em que não se dispunha nem mesmo o recurso hoje banal do ultra-som e cesarianas não haviam se tornado uma prática corriqueira, os médicos perceberam que aquele parto não seria fácil. A criança parecia grande demais para uma mãe de primeira viagem. Nanci, com 1,54 m de altura, estava com pouco mais de 50 kg no último mês de gravidez, trazia no ventre um bebê que, depois se constatou, pesava 4 quilos, distribuídos por 51 centímetros. Quando .cou claro que o tamanho e a falta de disposição da criança em colaborar poderiam complicar o parto, os médicos trataram de tirá-la de lá a fórceps. A menina nasceu saudável, às 18h30. Apesar do desconforto, Nanci até que teve sorte. Um parto com tanta assistência podia ser considerado luxo para uma parcela considerável dos brasileiros. As maternidades dos grandes centros urbanos – as que existiam – estavam longe de se tornar o híbrido extravagante de hotel e hospital que são hoje, e os recursos tecnológicos eram escassos. Bem escassos. Milhões ainda nasciam pelas mãos das parteiras. A primeira dos cinco .lhos do casal veio ao mundo 367 dias depois de uma concorrida cerimônia de casamento, realizada em Belo Horizonte. Foram três horas de missa totalmente rezada em latim. Se alguém entendeu tudo o que o padre disse, não se sabe ao certo. Mas quem presenciou o evento .cou convencido de que foi um belo espetáculo. O dia 8 de dezembro de 1961 sacramentou a união de Nanci Ribeiro, então com 18 anos, com o o.cial pára-quedista do Exército Altair Eller, 26. Os dois haviam se conhecido pouco mais de dois anos antes, por intermédio de amigos comuns, na capital mineira. Chegaram a cantar juntos no coro da igreja. Não tão juntos assim. Nanci conta que “fugiu” de Altair por dois anos, antes de dobrar-se ao assédio incessante. Altair, descendente de alemães da região de Hessen, o primeiro dos nove .lhos de Onécimo e Geralda Eller, era militar desde os 17 anos, quando ingressou na Força Pública Estadual de Minas Gerais – atual Polícia Militar. Trocou a vida de policial pela então promissora carreira no Exército assim que se alistou, aos 18. Na época do casamento, acabara de ser promovido a 3º Sargento e vislumbrava um futuro promissor nas Forças Armadas. Ser o.cial não era mau negócio no início da década de 60, como se veria nos anos seguintes. Para quem não tinha uma pro.ssão de.nida, então, nem se fale. O casal saiu da cerimônia para a lua-de-mel em Guarapari, no Espírito Santo. Na volta, foi morar no Rio de Janeiro. Três meses depois, Nanci estava grávida. Ao nascer, Cássia chamava-se Carla Regina. Ou pelo menos deveria. Era o combinado pelo casal. Nanci sem- pre sonhara em dar esse nome a uma .lha. Só não contava que o marido fosse mudar de idéia. Sem avisá-la, Altair escolheu um nome que agradasse à sogra, Maria Ribeiro, fervorosa devota de Santa Rita de Cássia. Queria Cássia Regina, para ver se agradava às duas. Nanci não .cou exatamente feliz. Como sabia que aquela era uma causa perdida, resolveu salvar o que era possível: não abriu mão do segundo nome. Ou era Carla Regina ou seria Cássia qualquer-coisa, menos Cássia Regina. O pai voltou do cartório com um registro de nascimento em nome de Cássia Rejane Eller. O sonho de Nanci tornou-se realidade um ano depois. Em dezembro de 1963 nasceram Carla Regina e Cláudia Mara. Quando as gêmeas completavam dois anos, a família ganhou Rúbia. Cristina Rúbia. “Rubinha”. Cinco anos mais tarde, já com sinais de cansaço no casamento, os Eller ainda tiveram o caçula, Ronaldo. Ou melhor, César Ronaldo. A mais velha já beirava os 9 anos. Cássia era uma criança muito esperta e ativa. Com menos de um ano, já pronunciava as primeiras palavras e não mais usava fralda. Nanci aproveitou que a menina jamais fazia xixi à noite para educá-la, assim que passou a ter .rmeza su.ciente para se sentar, a usar o “troninho”. Não deu nenhum trabalho no campo dos cuidados pessoais enquanto bebê. Em compensação, não deixou barato no quesito comportamento. “Uma capeta”, é como costumam se referir a ela a mãe e a irmã mais nova. Seu lado sapeca deu as caras logo nos primeiros meses de vida. Incomodada pela presença dos enfeites, exterminou um a um os adornos das roupas que a mãe colocava nela. Mesmo muito pequena, ainda sem coordenação motora su.ciente, arrancava todos os lacinhos dos vestidos. Nenhum ornamento resistiu. Ali já se manifestava a total falta de vaidade que ela carregou pela vida afora. Os vestidos .caram para trás. Cássia só voltou a usá-los na adolescência, e ainda assim, por pouco tempo. Na época de fazer a primeira comunhão, começou a .car deprimida dias antes. Na foto da cerimônia, ela aparece de vestido, segurando uma vela, com uma cara nada satisfeita. A família sempre foi católica. Cássia durante uma fase da adolescência, pensou em ser freira. Bem, pelo menos era o que ela dizia. Depois esqueceu o assunto e, segundo ela, tornou-se agnóstica. “Faz anos que não rezo”, disse, em algumas entrevistas. O nascimento das gêmeas a abalou. Destinatária de todas as atenções até então, percebeu que perdera a exclusividade da mãe. Alimentou durante algum tempo certa antipatia pelas irmãs – logo superada pelo extremo carinho que sempre dedicou à família. Tratou de se vingar como podia. Numa manhã, Nanci ouviu um sussurro vindo do quarto do casal. – Fala baixo, senão a mamãe escuta. Entrou na ponta dos pés no quarto e surpreendeu Cássia, então com três para quatro anos, com dois al.- netes surrupiados de sua máquina de costura, querendo aplicar “injeção” nas gêmeas, que, acuadas, tentavam escorregar para longe. – É só uma picadinha. Não vai doer – disse, antes de perceber que era observada. Essa foi apenas a primeira de uma série de tentativas de espetar as irmãs. Logo ela, que cansou de tomar in- jeção na infância e na adolescência e acabou, por conta disso, tendo ojeriza a agulhas. Com o mesmo vigor que aterrorizava as irmãs, Cássia as protegia de qualquer um que mexesse com elas – da infância à idade adulta. Com o passar dos anos, sempre que possível, obrigava Rúbia a se tornar sua cúmplice involuntária de travessuras. Dividindo o quarto com Cássia, as opções da mais nova eram aceitar ou apanhar. Rúbia aceitava. Perdeu a conta das vezes em que, no escuro do quarto, a endiabrada irmã aparecia com um fósforo acesso entre os dentes e uma risada macabra. A pequena morria de medo. E Cássia, de rir. Ela podia ser arteira, mas sempre assumiu tudo que fez. Se aprontava alguma e os mais velhos perguntavam quem era a dona da arte, ela nem pestanejava. Assumia na hora, conta a avó Geralda, .gura por quem Cássia tinha uma verdadeira adoração. O jeito manso e o gosto pela música de dona Geralda a cativava. Nanci era uma mãe severa. As traquinagens sempre rendiam um pito. Mas nada que demovesse Cássia da sua permanente disposição em pregar uma peça em alguém. Já adulta, telefonou para casa dezenas de vezes depois de uma turnê dizendo que não poderia voltar. Alegava que o vôo estava atrasado, faltava teto no aeroporto, havia perdido a conexão, surgira um show de última hora. Eugênia acreditava sempre. Dez minutos depois, entrava no apartamento, rolando de rir. Junto com uma incorrigível timidez diante de estranhos, o jeito alegre, debochado e brincalhão de Cássia perante amigos e parentes sempre foi seu traço de personalidade mais marcante. Era uma moleca: avessa às responsabilidades, só se sentia bem brincando. Se estivesse à vontade, era capaz de descontrair qualquer ambiente. Amada pelas crianças, brincava com elas de igual para igual mesmo depois de adulta, como se tivesse a mesma idade. E, espiritualmente, tinha mesmo. Foi sempre uma garotinha. As brincadeiras favoritas da infância eram futebol, brincar de carrinho de rolimã e jogar bolinha de gude. Agarrada ao pai, sempre que podia ia ao quartel com ele. Ninguém se lembra de tê-la visto, pelo uma vez, brincando com as várias bonecas que ganhou quando era pequena. Um tratamento de saúde que fragilizava os ossos, um jeito ligeiramente estabanado e o tipo de diversão que tinha renderam a ela uma pequena coleção de contusões e fraturas ao longo da infância, a ponto de ser motivo de comemoração, junto da mãe, quando .cava três meses sem ter de botar uma faixa ou gesso. Sua verdadeira paixão eram os instrumentos musicais de plástico da marca Hering. Guitarras, pianos e violões, consumidos aos milhões pelo Brasil, faziam à fama do fabricante nos anos 60. Depois dos carrinhos e das bolas, para meninos, e das bonecas e casinhas, para as meninas, eram os brinquedos mais populares. Cássia teve vários. Era capaz de passar o dia todo com eles. Mas, como criança, não conseguia mantê-los inteiros. Cansada de ver tudo destruído, Nanci decidiu jogar os instrumentos fora e parar de comprá-los. A pequena improvisou: criou uma bateria e um banjo com latas de marmelada, linha de pesca e caixinhas de uva. O coração de mãe não resistiu à cena, e os Hering voltaram. Cássia foi tocando a sua infância na brincadeira até os dez anos, quando viu que o pendor para a música era sério e pediu um violão. Nanci já cogitava a compra quando a .lha, sufocada pela timidez, negou-se a fazer aulas com um professor particular em casa. – Se ele vier, eu me tranco no quarto – respondeu. Nessa época, a família morava em Santarém, e Nanci estava disposta a contratar o melhor professor da região. Pensou em chamar o mais conhecido violonista paraense, Sebastião Tapajós, que dava aulas para uma vizinha. Diante da recusa de Cássia, desistiu do professor. O violão .cou para depois. No aniversário de 11 anos, ganhou o primeiro instrumento de verdade, uma marimba, dada pela tia Fi., irmã de Nanci. Aprendeu a tocar as primeiras notas, acompanhando as cifras das músicas que vinham com o instrumento. O passo seguinte foi tirar, de ouvido, as canções que ouvia nos discos da mãe: Altemar Dutra, Roberto Carlos, Dolores Duran, Elizete Cardoso, Dalva de Oliveira. Mais tarde, já a adulta, Cássia divertiria os amigos cantando – com direito a hilárias performances – os sucessos que lhe embalaram a infância e a adolescência. Se a música e o cantor fossem bregas, melhor ainda. Seu gosto musical começou a ser forjado sem querer. Preocupada em ter de cuidar de três crianças pequenas, Nanci contratou uma babá. A moça chamava-se Ilma. Fanática por música. Ouvia a Rádio Globo o dia todo e cantarolava os principais sucessos. Nos dois anos em que .cou sob os cuidados de Ilma, Cássia decorou o repertório. Em pouco tempo, estava também cantando pela casa as músicas de Roberto Carlos, Wanderléa e, sobretudo, Altemar Dutra. Aos dois anos de idade, gostava de Sentimental demais e O trovador. Ganhou, da mãe, um radinho de pilha. Nanci sempre gostou de cantar, hábito que herdou da mãe e principalmente do irmão mais velho, Waldo, um apreciador de ópera, música clássica e sambas antigos. Sempre que ela podia, cantava em eventos sociais e familiares. Chegou a gravar um disco não-comercial, um 78 rpm, com músicas de Dolores Duran. A preciosidade se perdeu no tempo. Até onde ela sabe, não sobrou nenhum exemplar. Sua “carreira” como cantora acabou no dia em que decidiu se casar com Altair Eller. O sargento durão a mandou escolher: o casamento ou a música. Deixar de cantar foi apenas uma das muitas mudanças em sua vida. A jovem, nascida no bairro das Graças, em Belo Horizonte, trocou até de nome. Era Nancy Ribeiro antes do casamento. Em vez de apenas acrescentar o nome do marido, o escrivão distraído trocou uma letra e lavrou Nanci Ribeiro Eller na certidão de casamento. As constantes transferências de Altair por muito tempo .zeram os Eller levar uma vida cigana. Do Rio, a família mudou-se para o bairro de São Francisco, em Belo Horizonte, perto do estádio do Mineirão. Cássia tinha seis anos. Da passagem de três anos pela cidade, .cou o amor pelo Clube Atlético Mineiro, paixão compartilhada pelo pai e pela mãe. Cássia vivia no estádio assistindo aos jogos do Atlético. Nós clássicos contra o maior rival, o Cruzeiro, entrava no coro contra Raul Plasmann. O goleiro inimigo foi o primeiro do Brasil a abolir o tradicional uniforme preto reservado à posição e jogar de camisa colorida, em geral amarela ou vermelha. A torcida rival o chamava de “Wanderléia”. Cássia acompanhou de perto algumas partidas da memorável campanha de 1971, quando a máquina comandada por Telê Santana e liderada pelo artilheiro Dario (15 gols no certame) conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro, ao vencer o Botafogo por 1 x 0 em pleno Maracanã. A menina mal teve tempo de curtir o título. Ao completar nove anos, mudou-se com a família para o Pará. Altair havia sido deslocado para Santarém em janeiro de 1971. Um batalhão inteiro do Exército foi mobilizado para dar apoio ao extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) na construção da rodovia BR-163, ligando Cuiabá a Santarém. Com mais de dez anos na mesma patente, o 3º Sargento concluiu que ali poderia estar a remuneração mais condizente com a de um pai de quatro crianças. As vantagens oferecidas a quem aceitou a trabalhar na nova unidade, em plena Amazônia, engordavam o soldo. E ainda havia possibilidade de residir na Vila Militar, sem gastos com manutenção de uma moradia. O restante da família nem iria. Nanci chegou até a arquitetar um plano para reunir a família por mais tempo. Passaria as férias escolares com as meninas em Santarém, ao passo que Altair tiraria suas férias no período de aula e .caria com elas em Belo Horizonte. Dois acidentes de percurso .zeram o planejamento ruir no segundo semestre. Num deles, Carla prendeu o pé no elevador. Acompanhava a mãe em uma visita a uma amiga, em um prédio da avenida Paraná, no centro da capital mineira. A lesão, de tão profunda, obrigou os médicos a amputar um dos dedos. Nanci ainda não havia revelado o problema ao marido, quando recebeu a notícia de que uma caminhonete militar de 1,5 tonelada capotou na BR-163 com o sargento e um recruta a bordo. Os militares voltavam para Santarém, depois de vistoriar um trecho da estrada em construção junto à Serra do Cachimbo, no sudoeste do Pará. Cansado, o motorista chegou a pedir que o o.cial dirigisse um pouco, mas, quando retomou a direção, o soldado cochilou, provocando o acidente. Altair .cou preso às ferragens por quatro horas e meia, com parte do peso do veículo sobre o tronco e as pernas. O soldado escapou ileso pela janela. Os médicos do Exército chegaram a dar o sargento como morto. O o.cial apresentava múltiplas fraturas na bacia, costelas e pernas, além de “rompimento de vísceras”. Transferido para um hospital de Belém, a quase mil quilômetros, Altair se recuperou de modo surpreendente. Seis meses depois, no início de 1972, estava em pé novamente. Seguiu então para Belo Horizonte, para se recobrar totalmente do acidente junto a Nanci e as meninas. Só voltou para Santarém no ano seguinte. Dessa vez, a família foi junto. As crianças adoraram a cidade. Santarém era pequena e isolada. Com o calor e a possibilidade de .car nas praias do rio Tapajós até tarde da noite, as .lhas dos Eller acabaram vivendo ali alguns dos momentos mais alegres da infância. Cássia, no auge da travessura, arquitetava elaborados planos para roubar frutas do quartel e infernizar quem fosse possível. E, claro, fazia as irmãs de cúmplices. Mas nem tudo foi diversão. Ainda em Belo Horizonte, Cássia havia contraído febre reumática, doença in.amatória que em geral se segue a uma infecção bacteriana (por estreptococos) na garganta. Os sintomas são dores nas articulações, di.- culdade de locomoção e – claro – febre. A doença pode também deixar uma seqüela mais séria: a cardiopatia reumática crônica, um comprometimento do músculo cardíaco. A febre reumática obrigou Cássia, durante anos, a tomar injeções regulares de Benzetacil, aplicadas com agulhas bem menos inocentes que os al.netes de costura com que aterrorizava as irmãs. As doloridas aplicações até seus quase 20 anos de idade a deixaram nela um grande desconforto em relação às injeções. Passou a evitá-las. Se pudesse, fugia até de anestesia de dentista. Frutas e verduras eram raros na cidade – daí todo o emprenho da mais velha dos Eller e roubar o que podia no quartel. Com um orçamento apertado, a família priorizava a frágil saúde de Cássia. Se Nanci comprava uma maçã, era para ela. As irmãs se roíam de inveja. Vingavam-se como podiam. Como ela não participava da divisão das tarefas domésticas por conta de sua enfermidade, recebia das irmãs os lençóis e toalhas em pior estado. Nunca reclamou de nada. Cássia sofreu duramente com a doença nos dois anos que passou em Santarém. O calor ajudava a tornar a febre reumática mais desconfortável. Com inchaços pelo corpo, muitas vezes deixou de freqüentar as aulas. A lição era levada para casa pelas irmãs. Nos períodos de crise, a menina só ia à escola se fosse época de prova, carregada no colo por Nanci. Mesmo assim, não teve di.culdade em obter média para ser aprovada.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"Marilyn Monroe"


FRASES

" Bem, senhores, qualquer coisa que eu seja,
o nome do filme é Os Homens preferem as Loiras.
E eu sou a loira. "

" Um verdadeiro terror me dominava quando tinha de entrar no palco ou estúdio.Representar, para mim, era uma verdadeira agonia e também a suprema ventura."

" Se sou uma estrela, foi o público que me fez estrela....não o estúdio, nem ninguém em particular,mas o público."

"Quero permanecer apenas na fantasia do homem comum."
" Eu estava feliz. As pessoas esperavam por mim. E lembro bem dos dias em que ninguém me queria."

" Qualquer jovem estrela vibra quando recebe a primeira carta de um admirador. É como se embebedar. Mas, que pode siginificar para uma mulher um milhão de admiradores? Na vida, conta mais um só homem que represente o amor."
Marilyn Monroe

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

" Poeta, poetinha vagabundo
Quem dera todo mundo
Fosse assim feito você
Que a vida não gosta de esperar
A vida é pra valer
A vida é pra levar
Vinicius, velho, saravá "

Samba Para Vinicius
(Toquinho e Chico Buarque)

*********""Fernando Pessoa""*********


Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma.

Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê,

Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,

Torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem;

Assisto à minha passagem,

Diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo

Como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li

O que julguei que senti.

Releio e digo : "Fui eu ?"

Deus sabe, porque o escreveu.

"Ensaio sobre a Cegueira"


O ser humano diante de situações insólitas está em pauta desde a veiculação de programas como "Survivors" e "No Limite". Ou ainda o "The Most Amazing Vídeos", com pessoas enfrentando momentos pitorescos e até perigosos, captados por alguém que filmava o que era para ser apenas um registro de um episódio cotidiano. A pergunta que fica é: como o ser humano responde a esses estímulos e até onde ele pode suportar em nome de sua sobrevivência? José Saramago narrou com maestria em "Ensaio sobre a Cegueira" uma situação desesperadora e suas conseqüências: a cegueira de toda uma população.
O livro começa com um motorista, que subitamente fica cego enquanto está parado em um sinal vermelho. Com uma pequena diferença: ele não mergulha numa total escuridão, mas sim numa cegueira leitosa, completamente branca. A partir daí, a cegueira vai contaminando outras pessoas como que num ciclo, começando por ele e seguindo através das pessoas que mantiveram contato com ele, desde o seu médico, passando pela mulher dele, os pacientes, até que se torna uma epidemia misteriosa. Todos os cegos são confinados em locais abandonados e fechados, sob as ordens dos que ainda conservavam a sua visão. Diante desse cenário, quem enxergava tornava-se uma autoridade, estabelecendo de que forma os cegos deveriam se comportar. Apesar da "epidemia" chegar a um grau tão extenso, acabando por atingir toda a população do local, a mulher do médico é a única pessoa que ainda consegue enxergar e assim registrar todo o horror e provação que os cegos enfrentam. Observando o comportamento deles a partir e o modo como relacionam-se uns com os outros, ela chega a concluir que as pessoas tornam-se realmente quem elas são, a partir do momento em que não podem julgar a partir do que vêem.
Baseado na Obra de: José Saramago.

"Francisco Machado" Tio Chico!!!


Francisco Machado

Formação autodidata, começou sua carreira em 1989 e sempre transmitindo através das obras a fusão de situações e idéias. Uma característica marcante em quase todas as obras é o estilo impressionista, com traços curtos e rápidos. Trabalhando sempre com materiais diversificados (óleo, acrílica, bico-de-pena, carvão, caneta esferográfica e grafite) procura sempre revelar através da arte todo sentimento envolvido, empregando várias técnicas e materiais. Exposições individuais: 09 Exposições coletivas: 34 3o. Colocado - Santo Antonio do Pinhal SP 2 Menções Honrosas - São José dos Campos SP Obras artísticas no Brasil e exterior (Japão, Suécia, Inglaterra e Espanha). A partir de 2007 tem-se dedicado exclusivamente na parea de humor, com trabalhos selecionados -Olense Kartoenale - Bélgica - Karikaturum - Rússia - International Contest - Tukia - Caretoons - Estados Unidos - Austrian Cartoon Contest - Austria -Finalista - Fabricarica - Brasil - 10a a 12o edição - 1o Festival de Menções Honrosas - 1 trabalho selecionado para o Anuário do Brazil Cartoon.
Alguns trabalhos:

Estudo em grafite baseado em fotografias.Qualquer semelhança com a minha pessoa ,não é por acaso...srrsr .Esse lindo trabalho foi feito pra mim...Sim sou Euzinha mesmo...


Caneta hidrográfica e finalização digital
Sir Charles Spencer Chaplin foi o mais famoso ator dos
primeiros momentos do cinema hollywoodiano, e
posteriormente um notável diretor. No Brasil é também
conhecido como Carlitos (equivalente a Charlie), nome de um
dos seus personagens mais conhecidos. Chaplin foi uma das
personalidades mais criativas da era do cinema mudo; ele
atuou, dirigiu, escreveu, produziu e eventualmente
financiou seus próprios filmes. Chaplin, cujo quociente de
inteligência era de 140, foi também um talentoso jogador de
xadrez e chegou a enfrentar o campeão americano Samuel
Reshevsky. Nasceu em Walworth, Londres, dos pais Sr.
Charles e Hannah Harriette Hill, ambos animadores do Music
Hall.
Seu principal personagem foi O Vagabundo (The Tramp): um
andarilho pobretão com as maneiras refinadas e a dignidade
de um cavalheiro, vestindo um casaco firme e esgarçado,
calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu
número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e
sua marca pessoal, um pequeno bigode.

Lápis de cor e finalização digital
Mazzaropi (Ator, diretor e produtor brasileiro)
Acreditando na simplicidade do público que, para ele, ia ao cinema apenas para se divertir, pois preferia a anedota à reflexão, Amácio Mazzaropi nunca deixou de ser celebrado por seu carisma e talento, embora fosse criticado pela imprensa, que considerava seus filmes superficiais. Encarnando o Jeca Tatu, personagem criado por Monteiro Lobato, o caipira de fala arrastada, calças curtas, paletó apertado, camisa xadrez, botinas e muita malícia, que andava levando os cotovelos à altura dos ombros, conquistou a maior bilheteria do cinema nacional nos anos de 1960 e 1970. Foi em Jeca Tatu (1959) que fez coincidir o caipirismo essencial a seu tipo cômico com o personagem estereótipo imaginado por Monteiro Lobato.
É enterrado na cidade de Pindamonhangaba, no mesmo cemitério onde seu pai já repousava.


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